Era para ser apenas um passeio no Zoológico em Brasília! Em agosto de 1977, Silvio Holenbach, com 33 anos de idade, sua esposa e seus quatro filhos já estavam no carro quando ele escutou gritos de socorro desesperados do recinto das ariranhas. Era Adilson, 13 anos, que havia se desequilibrado e caído entre os animais. Sílvio Júnior testemunhou a reação do pai: – Ele disse: "Tem gente lá dentro". E saiu correndo.- “Lembro da minha mãe gritando ‘não vai, não vai, volte aqui’. Mas não adiantou.O sargento pegou a criança machucada e se posicionou na ilhazinha do fosso. Conseguiu entregar a vítima nos braços de populares que ficaram na amurada de proteção. Ao tentar saltar da ilha, para se pendurar na grade, aconteceu a tragédia: as ariranhas o puxaram pelas pernas, com seus possantes caninos, para dentro da água. O sargento do exército, nosso exemplo de herói, agonizou três dias no hospital, e após o atendimento, Holenbach explicou seu gesto: “Não podia ficar insensível ao ataque dos bichos a uma criança indefesa”. O nosso herói não resistiu e partiu para junto do Pai Amado devido a uma infecção generalizada.
Nas palavras simples do tratador Davino, 68, a coragem do sargento “é de espantar”. Funcionário do Zoo, ele estava lá no dia do ataque fatal das ariranhas e confessa: pensaria duas vezes antes de ter a mesma atitude dele. “Se fosse uma criancinha indefesa eu faria de tudo para salvá-la, mesmo sabendo que estava pulando para a morte. Mas um garoto de 13 anos já é bem sabidinho”, disse.
Sílvio Júnior acha que o pai estava predestinado a um fim heroico. Quando jovem, em Cerro Largo, salvou um desconhecido que se afogava no Rio Jacuí. Ao perceber que o homem era levado pela correnteza, não hesitou em se jogar às águas. Honrarias não fataram! O zoo de Brasília adotou o seu nome, igualmente um colégio, uma rua, um auditório e uma praça. O feito repercutiu até nos Estados Unidos, o então presidente Jimmy Carter enviou telegrama de pêsames à família.
A esposa, depois de 30 anos, em uma entrevista disse: “que ao olhar para trás, percebe que as marcas deixadas pela atitude do marido nunca se apagaram. Foi muito difícil para as crianças. Ainda hoje penso que existe o reflexo do que poderia ter sido a convivência entre eles”.
O heroísmo de Sílvio marcou para sempre a vida da família e serviu de exemplo na educação dos filhos. Ao relembrar toda a história, Eni não enfatiza a tristeza ou as dificuldades de cuidar sozinha das crianças. Prefere destacar as coisas boas que a vida lhe reservou, entre uma delas, conta que a netinha Geovana nasceu no mesmo dia (27 de agosto) em que o Sílvio pulou naquele lugar para salvar o Adilson das ariranhas. Costumo dizer que isso é um presente maravilhoso de Deus”.
Para a dona-de-casa, a atitude do marido naquela tarde fatídica é uma lição de vida. Essa, segundo ela, foi uma das coisas mais lindas que o pai poderia deixar para os filhos. “Não conheço o rapaz. Não sei como ele está e o que fez da vida. Mas espero que todo sofrimento que eu e meus filhos vivemos tenha valido a pena”, encerrou.
Para a dona-de-casa, a atitude do marido naquela tarde fatídica é uma lição de vida. Essa, segundo ela, foi uma das coisas mais lindas que o pai poderia deixar para os filhos. “Não conheço o rapaz. Não sei como ele está e o que fez da vida. Mas espero que todo sofrimento que eu e meus filhos vivemos tenha valido a pena”, encerrou.
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Esse caso marcou Brasília e não tem como esquecer um ato dessa natureza!!! Um homem com quatro filhos e esposa pular no recinto das ariranhas para salvar a vida de um garoto desconhecido. Acho que eu não pularia!!! Se fosse um dos meus filhos com certeza, faria questão de morrer junto tentando salvá-los. Acho que ser heroína não é o meu forte...
Essa família é mais um exemplo de superação! No final agradecem a Deus pelo nascimento da neta no dia que lembra o acontecimento fatal. É realmente o Nosso Pai Maior se fazendo presente!
Mas, que dá vontade de perguntar ao Pai Amado por que um herói morrer assim??? Esta resposta só terei quando eu tiver partido para junto Dele para entender e concluir que é melhor chegar lá em cima como herói do que ter passado a nossa vida toda por aqui só pensando no nosso umbigo...
Coloquei, no final da barra direita lateral do blog, um vídeo de uma criança que sorrir muito gostoso e garanto que até o Burro iria bolar de rir e não vai ser diferente com você... Muitas felicidades para todos!!!
Esse caso marcou Brasília e não tem como esquecer um ato dessa natureza!!! Um homem com quatro filhos e esposa pular no recinto das ariranhas para salvar a vida de um garoto desconhecido. Acho que eu não pularia!!! Se fosse um dos meus filhos com certeza, faria questão de morrer junto tentando salvá-los. Acho que ser heroína não é o meu forte...
Essa família é mais um exemplo de superação! No final agradecem a Deus pelo nascimento da neta no dia que lembra o acontecimento fatal. É realmente o Nosso Pai Maior se fazendo presente!
Mas, que dá vontade de perguntar ao Pai Amado por que um herói morrer assim??? Esta resposta só terei quando eu tiver partido para junto Dele para entender e concluir que é melhor chegar lá em cima como herói do que ter passado a nossa vida toda por aqui só pensando no nosso umbigo...
Coloquei, no final da barra direita lateral do blog, um vídeo de uma criança que sorrir muito gostoso e garanto que até o Burro iria bolar de rir e não vai ser diferente com você... Muitas felicidades para todos!!!